terça-feira, 27 de abril de 2010

Miss São Paulo


Estava assistindo TV sábado a noite quando, em uma troca de canais, me deparo com o concurso Miss São Paulo, apresentado por Otávio Mesquita. Para falar a verdade, nunca fui de assistir programas de moda, mas foi aí que me deparei com uma moça, com uma grande faixa no peito com a palavra Piracicaba.

É incrível como o nosso instinto de orgulho e amor por termos nascido e morado desde sempre na mesma cidade, no caso Piracicaba, fala mais alto. Aos poucos, fiquei sabendo que o seu nome é Karla Mandro, e que é a Miss Piracicaba.

Passei a acompanhar o concurso, num anseio de que nossa cidade fosse honrada perante a capital. A cada eliminatória, a sensação de alívio cada vez que Piracicaba era chamada, fazia com que nascesse a esperança de que Karla ganhasse.

Realmente, a vitória foi mais que justa, não somente por morarmos nessa cidade e quisessémos que ela ganhasse, mas porque Karla sem dúvida era uma da mais bonitas do concurso, e será uma honra termos uma piracicabana no Miss Brasil. Agora, nos resta torcermos para que ela também tenha muita sorte no Miss Brasil, como teve no Miss São Paulo. Parabéns pela conquista Karla, e siga em frente.

terça-feira, 6 de abril de 2010

Caos Escolar


Não é de hoje que vemos professores descontentes com suas condições de trabalho. As greves são só uma forma de reforçar a luta em favor de salários justos e melhores expectativas para a profissão.

Na realidade, nos deparamos com três situações adversas: alunos sem vontade de aprender, professores desmotivados e salário fora dos padrões para uma profissão que se exige tanto preparo e qualificação.

Se o investimento nesse setor fosse realmente empregado, talvez os alunos acabassem indo para a sala de aula com mais vontade de aprender, o que conseqüentemente deixaria os professores mais animados, e somando com um salário de acordo, tenham motivação para continuar a longa jornada do aprendizado.

Assim, pode ser que o caos que diariamente toma conta do meio escolar seja resolvido, e não só os professores como também os alunos sejam beneficiados, pois se melhorarmos as três situações citadas acima, poderemos obter resultados significativos para um contentamento de todos.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Chuvas desastrosas


Já faz algum tempo que as chuvas ao invés de trazerem a vida em abundância, andam causando tristezas e dor. Isso por que a força e a intensidade das águas arrastam tudo e todos que estiverem ao seu caminho.

A triste realidade que abateu o Rio de Janeiro mais uma vez, mostra que, ao contrário do que muitas vezes pensamos, que só a chuva é culpada por toda a desgraça, vemos que existe toda uma situação invisível, que vai muito além do que podemos ver.

Para começar, provavelmente se todas aquelas pessoas não tivessem morando em morros, onde o índice de desmoronamentos é muito alto, o número de vítimas pudesse ter sido menor.

Portanto, cabe aos governos traçarem um projeto para retirar famílias das áreas de risco, e não somente informá-las do perigo, pois acabam ficando no mesmo lugar, devido a falta de condições para se mudarem, pois ninguém vive numa situação dessas por querer, e sim por não terem melhores oportunidades.

sexta-feira, 26 de março de 2010

Mães Desesperadas


Cada vez mais estamos nos surpreendendo com casos que aparecem na mídia, em que mães desesperadas acorrentam seus próprios filhos, num ato incontrolável de interromper o vício desenfreado causado pelo consumo de drogas.

Muitas delas, sem saber onde e a quem recorrer, sentem-se incapazes de solucionar o problema do filho, e acabam partindo para o extremo.

Sem apoio dos governos, mães desorientadas continuarão de mãos atadas, pois o vício consome não só o usuário como também os familiares, que sofrem dia após dia, muitas vezes vendo o filho roubar os pertences da própria casa para trocar por entorpecentes.

Uma solução ideal seria que clínicas de recuperação estivessem a disposição da população, oferecendo acompanhamento específico, até que o paciente estivesse totalmente recuperado e livre dos tóxicos.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Álcool, jovens e propagandas


Todos os pais conhecem histórias de colegas de seus filhos ou de seus próprios filhos, sobre o consumo de álcool. Na maior parte desses episódios, os alcoolizados são menores de idade. Desse modo, observamos que cada vez mais cedo jovens se envolvem com esse tipo de droga, que danifica principalmente o sistema nervoso. Tais malefícios podem ter relação com as propagandas de cerveja, pois esta estimula os jovens a consumir essa droga antes dos dezoito anos, o que pode causar a dependência do mesmo.
Vale ressaltar que pesquisas realizadas com jovens revelaram que na opinião deles as propagandas estimulam a compra de cerveja, por exemplo, como incentivo para que tomem o primeiro copo. Antes disso, os donos de cervejarias investem milhões em propagandas, o que demonstra o quanto a população consome tais produtos. Com isso, os jovens são os mais afetados pelos comerciais de cerveja, que em sua maior parte mostram uma realidade totalmente alusiva, e mulheres com corpos perfeitos, praias maravilhosas e pessoas extremamente aceitas no meio social são expostas, pelo simples fato de estarem com um copo de cerveja nas mãos.
Essa situação é acentuada devido aos inúmeros estabelecimentos e festas que não cumprem a lei brasileira, e vendem bebidas alcoólicas aos menores de dezoito anos. Dessa maneira, entende-se que proibir a venda de bebidas alcoólicas aos menores fará com que o número de alcoolizados se limite aos maiores de idade, que possuem o direito de responder por seus atos. Entretanto, o número de jovens consumidores de álcool não para de crescer, o que revela os comerciais como os reais causadores desse aumento.
Dessa forma, quando a vontade de experimentar a “bebida maravilhosa” brota em nossos corpos, temos a necessidade de experimentá-la, mesmo que seja antes da hora. Assim, a maior parte destes menores envolve-se com bebidas, pois buscam a aceitabilidade social existente nas propagandas. Como a maior parte dos adolescentes ingere álcool em grande quantidade, os demais, muitas vezes tímidos, acreditam que ao beber, estarão mais soltos, e agradarão a todos que o cercam.
Infelizmente, o que vemos é uma realidade totalmente reversa à exposta nas propagandas, pois enquanto os comerciais mostram aceitação e prazer, na realidade estaremos sujeitos à cirrose, ao câncer, à dependência, e outros malefícios, como mostram estudos realizados em tais consumidores. Após alguns instantes a sua ingestão, sinais de encorajamento e espontaneidade surgem em seus consumidores, como mostram os comerciais, e muitos se acham melhores sob o efeito do álcool. Um pouco mais tarde, estes não se lembrarão do que fizeram ou falaram, seus corpos pedirão cada vez mais a droga, e estes terão problemas tanto no meio social quanto no pessoal.
Além disso, não podemos nos esquecer que na maior parte dos casos relacionados ao consumo de álcool, estes embriagados são protagonistas de acidentes de trânsito, crimes, agressão doméstica, entre outros. Muitas dessas pessoas extrapolaram no consumo de álcool, ou já se tornaram viciadas. Percebemos que as propagandas de cerveja unem imagens apelativas, soam preconceituosas e machistas, exploram a sensualidade e expõem amigos juntos, todos com uma garrafa de cerveja, como se este fosse o orgulho de ser brasileiro.
Nesse sentido os publicitários induzem o jovem a beber, pois são estes que consumirão por muito mais tempo, e gerarão lucros altíssimos as empresas, que não se incomodam de gastar milhões em propagandas de cerveja. Ao contrário dos empresários, o indivíduo consumidor acaba como viciado, ainda mais se este começou a beber desde jovem. Nestes casos, freqüentar o AA (alcoólicos anônimos) é necessário, e em níveis absurdos de álcool, que podem gerar um coma alcoólico, a internação em clínicas específicas se faz necessário.
Por ser um problema de origens diferentes, psicólogos informam que em caso de jovens dependentes do álcool, os pais saibam orientar seus filhos, e intervenham imediatamente ao perceber que estão envolvidos com bebidas muito cedo. É preciso, portanto, que o adolescente consiga ter uma visão coerente e crítica sobre as propagandas, tendo a total responsabilidade para assumir seus atos, pois para provar sua maturidade existem outros meios, e descartamos assim o álcool para essa finalidade.

sexta-feira, 30 de maio de 2008

Educação


Estima-se que no Brasil existam 15 milhões de jovens e adultos que não sabem ler nem escrever. Dado que cresce cada vez mais, aumentando essa população, que acaba sendo discriminada ou até mesmo desvalorizada.
Discutir sobre esse assunto torna-se uma tarefa bem árdua, pois devemos analisar a situação de diversos ângulos. Se os professores não são bem remunerados, se o governos não investe altas verbas para a reciclagem dos professore, para a compra de computadores e materiais didáticos, será que os alunos conseguirão ter um bom desempenho na escola?
Mas toda essa desvalorização da educação faz com que o desempenho dos alunos seja fraco, o que muitas vezes resulta na repetência dos mesmos. A repetência acaba tirando muitos jovens da escola, pois estes desistem, achando que com a reprovação tudo está acabado. Este motivo fez com que houvesse uma reformulação no sistema de ensino, que está valorizando cada vez mais o aluno e dando oportunidades de recuperação. As classes de aceleração também estão dando resultados positivos nesse sentido.
Na verdade, está é a proposta, mas na prática não é bem assim que funciona. Depoimentos de professores comprovavam o desinteresse dos alunos, e principalmente dos familiares, que não oferecem nenhum tipo de incentivo e apoio. Esta falta de harmonia entre pai e filho acaba gerando um descontentamento aos professores, que encontram alunos desmotivados, sem lições feitas, e sem nenhuma melhoria, pois o comprometimento em estudar o que foi dado em sala não ocorre. A ajuda dos pais, na alfabetização e no crescimento dos filhos, tem valor altamente produtivo na vida acadêmica dos mesmos, que percebem que alguém está interessado no seu desempenho escolar, fazendo com que obtenham bons resultados.
Não podemos nos esquecer dos alunos que apresentam uma dificuldade de absorver o conhecimento oferecido pelos professores, e acabam dificultando o desenvolvimento geral da classe, pois o educador precisa oferecer uma aula diferenciada a estes. Uma das medidas a serem propostas neste caso seria a divisão entre os alunos possuidores de alguma deficiência, colocando-os em uma classe onde o professor estivesse expondo a matéria de uma maneira uniforme, respeitando o tempo que precisam para que entendam o que foi dado em sala.
Aos alunos que possuem deficiências físicas ou mentais, cursos profissionalizantes aos professores devem ser dados, para que possam atender a essa população.
Assim, nosso ensino será de qualidade, formando pessoas honrosas, que atendam a este mercado de trabalho, tão competitivo e exigente.
Mesmo com algumas mudanças, esta situação não será resolvida do dia para a noite, pois engloba vários aspectos, como o financeiro, que exerce papel fundamental para que ocorram mudanças significativas nesse quadro, e o social, que cada vez mais se conforma com esses índices, sem muitas vezes lutar por seus direitos, deixando que as coisas continuem da maneira como estão.
Finalizando, uma salva de palmas a estes professores brilhantes, que vestem a camisa e dão o melhor de si para que os que procuram conhecimento recebam-no, e construam suas vidas a partir dele. Por isso, lutemos pela valorização dos mestres, que possuem papel importantíssimo na vida de todos nós.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Maioridade penal


Na sociedade em que vivemos é comum ouvirmos falar de crimes bárbaros, que chegam a chocar o país, a te o mundo. Em muitos casos, os infratores são menores de idade, e ficamos perplexos, sem saber o real motivo que leva esses adolescentes a cometerem certos crimes.
Sabemos que um jovem abaixo dos 17 anos que comete um crime não pode ser julgado, e acaba indo para a Febem (Fundação Estadual do Bem-Estar do Menor). O problema está justamente aí, pois em vez de receberem tratamento psicológico, psiquiátrico, e tentar propor-lhe algum ofício, reintegração e reestruturação, eles acabam sendo maltratados, e muitas vezes são misturados com pessoas mais velhas e mais experientes, resultando em nenhuma melhoria, saindo piores do que entraram.
Se uma pessoa tem a capacidade de votar aos 17 anos, ela também tem a total responsabilidade de responder por seus atos, mas cada caso deve ser estudado, e uma punição justa deveria ser dada a cada um deles. Não é correto que uma pessoa que furtou um pote de manteiga tenha que ficar presa, e sim receber uma pena alternativa, como, por exemplo, fazer trabalhos voluntários, doar cestas básicas e etc.
Devido a estas circunstâncias, deve-se baixar a maioridade penal, pois tomando o exemplo acima, essa pessoa ficaria presa por um erro que pode ser corrigido, mas que em vez disso, acabaria agravando ainda mais a exclusão dessa população, sem contar que eles não seriam recuperados e voltariam à sociedade piores do que eram, muitas vezes sem chances de emprego, e discriminados por se tratar de jovens, pessoas que estão em formação tanto profissional quanto mental.
Nossos governantes poderiam dar um pouco mais de atenção a essa população, como fundar instituições voltadas para os marginalizados, que cumpram com seus papéis de verdade, recuperando a dignidade e a vontade de viver honestamente do indivíduo. E que esse investimento conseguisse diminuir as desigualdades sociais, valorizasse a escola para esses menores, conseguisse oferecer a eles mais empregos, pois só assim conseguiríamos combater um pouco a violência e a marginalidade.
Sabemos que atuar neste tipo de trabalho é extremamente complexo, e é por isso que existe a necessidade de que nesses centros existam profissionais capacitados, que saibam lidar com as diversas situações que pode lhes aparecer, e os psicólogos, que possuem um papel importantíssimo na vida dos menores, que na maioria dos casos possuem problemas psicológicos.
Além de profissionais, estes centros deveriam ter sala de computadores para que os jovens pudessem ser inclusos nesse mundo digital, atividades físicas, cursos técnicos e profissionalizantes, para que consigam sair de lá com um novo tipo de vida e ter a sua moral erguida de novo.
A maioridade penal devia ser analisada e poderia ser reduzida para 16 anos, pois se um adolescente cometesse um crime extremamente pesado, como seqüestro, por exemplo, esse jovem deveria ser punido com leis mais justas, e não sair impune só pelo simples fato de ser menor de idade. Mas se um jovem roubasse algo de pouco valor, como um pote de manteiga, exemplo dado mais acima, esse indivíduo deveria ter um outro tipo de punição, diferente do menor que administrou um seqüestro.
O mais importante é que consigamos recuperar esses jovens, que muitas vezes entram nesse mundo obscuro devido à falta de qualidade de vida, mas que se ajudados vão conseguir ter um futuro brilhante .