sexta-feira, 26 de março de 2010

Mães Desesperadas


Cada vez mais estamos nos surpreendendo com casos que aparecem na mídia, em que mães desesperadas acorrentam seus próprios filhos, num ato incontrolável de interromper o vício desenfreado causado pelo consumo de drogas.

Muitas delas, sem saber onde e a quem recorrer, sentem-se incapazes de solucionar o problema do filho, e acabam partindo para o extremo.

Sem apoio dos governos, mães desorientadas continuarão de mãos atadas, pois o vício consome não só o usuário como também os familiares, que sofrem dia após dia, muitas vezes vendo o filho roubar os pertences da própria casa para trocar por entorpecentes.

Uma solução ideal seria que clínicas de recuperação estivessem a disposição da população, oferecendo acompanhamento específico, até que o paciente estivesse totalmente recuperado e livre dos tóxicos.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Álcool, jovens e propagandas


Todos os pais conhecem histórias de colegas de seus filhos ou de seus próprios filhos, sobre o consumo de álcool. Na maior parte desses episódios, os alcoolizados são menores de idade. Desse modo, observamos que cada vez mais cedo jovens se envolvem com esse tipo de droga, que danifica principalmente o sistema nervoso. Tais malefícios podem ter relação com as propagandas de cerveja, pois esta estimula os jovens a consumir essa droga antes dos dezoito anos, o que pode causar a dependência do mesmo.
Vale ressaltar que pesquisas realizadas com jovens revelaram que na opinião deles as propagandas estimulam a compra de cerveja, por exemplo, como incentivo para que tomem o primeiro copo. Antes disso, os donos de cervejarias investem milhões em propagandas, o que demonstra o quanto a população consome tais produtos. Com isso, os jovens são os mais afetados pelos comerciais de cerveja, que em sua maior parte mostram uma realidade totalmente alusiva, e mulheres com corpos perfeitos, praias maravilhosas e pessoas extremamente aceitas no meio social são expostas, pelo simples fato de estarem com um copo de cerveja nas mãos.
Essa situação é acentuada devido aos inúmeros estabelecimentos e festas que não cumprem a lei brasileira, e vendem bebidas alcoólicas aos menores de dezoito anos. Dessa maneira, entende-se que proibir a venda de bebidas alcoólicas aos menores fará com que o número de alcoolizados se limite aos maiores de idade, que possuem o direito de responder por seus atos. Entretanto, o número de jovens consumidores de álcool não para de crescer, o que revela os comerciais como os reais causadores desse aumento.
Dessa forma, quando a vontade de experimentar a “bebida maravilhosa” brota em nossos corpos, temos a necessidade de experimentá-la, mesmo que seja antes da hora. Assim, a maior parte destes menores envolve-se com bebidas, pois buscam a aceitabilidade social existente nas propagandas. Como a maior parte dos adolescentes ingere álcool em grande quantidade, os demais, muitas vezes tímidos, acreditam que ao beber, estarão mais soltos, e agradarão a todos que o cercam.
Infelizmente, o que vemos é uma realidade totalmente reversa à exposta nas propagandas, pois enquanto os comerciais mostram aceitação e prazer, na realidade estaremos sujeitos à cirrose, ao câncer, à dependência, e outros malefícios, como mostram estudos realizados em tais consumidores. Após alguns instantes a sua ingestão, sinais de encorajamento e espontaneidade surgem em seus consumidores, como mostram os comerciais, e muitos se acham melhores sob o efeito do álcool. Um pouco mais tarde, estes não se lembrarão do que fizeram ou falaram, seus corpos pedirão cada vez mais a droga, e estes terão problemas tanto no meio social quanto no pessoal.
Além disso, não podemos nos esquecer que na maior parte dos casos relacionados ao consumo de álcool, estes embriagados são protagonistas de acidentes de trânsito, crimes, agressão doméstica, entre outros. Muitas dessas pessoas extrapolaram no consumo de álcool, ou já se tornaram viciadas. Percebemos que as propagandas de cerveja unem imagens apelativas, soam preconceituosas e machistas, exploram a sensualidade e expõem amigos juntos, todos com uma garrafa de cerveja, como se este fosse o orgulho de ser brasileiro.
Nesse sentido os publicitários induzem o jovem a beber, pois são estes que consumirão por muito mais tempo, e gerarão lucros altíssimos as empresas, que não se incomodam de gastar milhões em propagandas de cerveja. Ao contrário dos empresários, o indivíduo consumidor acaba como viciado, ainda mais se este começou a beber desde jovem. Nestes casos, freqüentar o AA (alcoólicos anônimos) é necessário, e em níveis absurdos de álcool, que podem gerar um coma alcoólico, a internação em clínicas específicas se faz necessário.
Por ser um problema de origens diferentes, psicólogos informam que em caso de jovens dependentes do álcool, os pais saibam orientar seus filhos, e intervenham imediatamente ao perceber que estão envolvidos com bebidas muito cedo. É preciso, portanto, que o adolescente consiga ter uma visão coerente e crítica sobre as propagandas, tendo a total responsabilidade para assumir seus atos, pois para provar sua maturidade existem outros meios, e descartamos assim o álcool para essa finalidade.

sexta-feira, 30 de maio de 2008

Educação


Estima-se que no Brasil existam 15 milhões de jovens e adultos que não sabem ler nem escrever. Dado que cresce cada vez mais, aumentando essa população, que acaba sendo discriminada ou até mesmo desvalorizada.
Discutir sobre esse assunto torna-se uma tarefa bem árdua, pois devemos analisar a situação de diversos ângulos. Se os professores não são bem remunerados, se o governos não investe altas verbas para a reciclagem dos professore, para a compra de computadores e materiais didáticos, será que os alunos conseguirão ter um bom desempenho na escola?
Mas toda essa desvalorização da educação faz com que o desempenho dos alunos seja fraco, o que muitas vezes resulta na repetência dos mesmos. A repetência acaba tirando muitos jovens da escola, pois estes desistem, achando que com a reprovação tudo está acabado. Este motivo fez com que houvesse uma reformulação no sistema de ensino, que está valorizando cada vez mais o aluno e dando oportunidades de recuperação. As classes de aceleração também estão dando resultados positivos nesse sentido.
Na verdade, está é a proposta, mas na prática não é bem assim que funciona. Depoimentos de professores comprovavam o desinteresse dos alunos, e principalmente dos familiares, que não oferecem nenhum tipo de incentivo e apoio. Esta falta de harmonia entre pai e filho acaba gerando um descontentamento aos professores, que encontram alunos desmotivados, sem lições feitas, e sem nenhuma melhoria, pois o comprometimento em estudar o que foi dado em sala não ocorre. A ajuda dos pais, na alfabetização e no crescimento dos filhos, tem valor altamente produtivo na vida acadêmica dos mesmos, que percebem que alguém está interessado no seu desempenho escolar, fazendo com que obtenham bons resultados.
Não podemos nos esquecer dos alunos que apresentam uma dificuldade de absorver o conhecimento oferecido pelos professores, e acabam dificultando o desenvolvimento geral da classe, pois o educador precisa oferecer uma aula diferenciada a estes. Uma das medidas a serem propostas neste caso seria a divisão entre os alunos possuidores de alguma deficiência, colocando-os em uma classe onde o professor estivesse expondo a matéria de uma maneira uniforme, respeitando o tempo que precisam para que entendam o que foi dado em sala.
Aos alunos que possuem deficiências físicas ou mentais, cursos profissionalizantes aos professores devem ser dados, para que possam atender a essa população.
Assim, nosso ensino será de qualidade, formando pessoas honrosas, que atendam a este mercado de trabalho, tão competitivo e exigente.
Mesmo com algumas mudanças, esta situação não será resolvida do dia para a noite, pois engloba vários aspectos, como o financeiro, que exerce papel fundamental para que ocorram mudanças significativas nesse quadro, e o social, que cada vez mais se conforma com esses índices, sem muitas vezes lutar por seus direitos, deixando que as coisas continuem da maneira como estão.
Finalizando, uma salva de palmas a estes professores brilhantes, que vestem a camisa e dão o melhor de si para que os que procuram conhecimento recebam-no, e construam suas vidas a partir dele. Por isso, lutemos pela valorização dos mestres, que possuem papel importantíssimo na vida de todos nós.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Maioridade penal


Na sociedade em que vivemos é comum ouvirmos falar de crimes bárbaros, que chegam a chocar o país, a te o mundo. Em muitos casos, os infratores são menores de idade, e ficamos perplexos, sem saber o real motivo que leva esses adolescentes a cometerem certos crimes.
Sabemos que um jovem abaixo dos 17 anos que comete um crime não pode ser julgado, e acaba indo para a Febem (Fundação Estadual do Bem-Estar do Menor). O problema está justamente aí, pois em vez de receberem tratamento psicológico, psiquiátrico, e tentar propor-lhe algum ofício, reintegração e reestruturação, eles acabam sendo maltratados, e muitas vezes são misturados com pessoas mais velhas e mais experientes, resultando em nenhuma melhoria, saindo piores do que entraram.
Se uma pessoa tem a capacidade de votar aos 17 anos, ela também tem a total responsabilidade de responder por seus atos, mas cada caso deve ser estudado, e uma punição justa deveria ser dada a cada um deles. Não é correto que uma pessoa que furtou um pote de manteiga tenha que ficar presa, e sim receber uma pena alternativa, como, por exemplo, fazer trabalhos voluntários, doar cestas básicas e etc.
Devido a estas circunstâncias, deve-se baixar a maioridade penal, pois tomando o exemplo acima, essa pessoa ficaria presa por um erro que pode ser corrigido, mas que em vez disso, acabaria agravando ainda mais a exclusão dessa população, sem contar que eles não seriam recuperados e voltariam à sociedade piores do que eram, muitas vezes sem chances de emprego, e discriminados por se tratar de jovens, pessoas que estão em formação tanto profissional quanto mental.
Nossos governantes poderiam dar um pouco mais de atenção a essa população, como fundar instituições voltadas para os marginalizados, que cumpram com seus papéis de verdade, recuperando a dignidade e a vontade de viver honestamente do indivíduo. E que esse investimento conseguisse diminuir as desigualdades sociais, valorizasse a escola para esses menores, conseguisse oferecer a eles mais empregos, pois só assim conseguiríamos combater um pouco a violência e a marginalidade.
Sabemos que atuar neste tipo de trabalho é extremamente complexo, e é por isso que existe a necessidade de que nesses centros existam profissionais capacitados, que saibam lidar com as diversas situações que pode lhes aparecer, e os psicólogos, que possuem um papel importantíssimo na vida dos menores, que na maioria dos casos possuem problemas psicológicos.
Além de profissionais, estes centros deveriam ter sala de computadores para que os jovens pudessem ser inclusos nesse mundo digital, atividades físicas, cursos técnicos e profissionalizantes, para que consigam sair de lá com um novo tipo de vida e ter a sua moral erguida de novo.
A maioridade penal devia ser analisada e poderia ser reduzida para 16 anos, pois se um adolescente cometesse um crime extremamente pesado, como seqüestro, por exemplo, esse jovem deveria ser punido com leis mais justas, e não sair impune só pelo simples fato de ser menor de idade. Mas se um jovem roubasse algo de pouco valor, como um pote de manteiga, exemplo dado mais acima, esse indivíduo deveria ter um outro tipo de punição, diferente do menor que administrou um seqüestro.
O mais importante é que consigamos recuperar esses jovens, que muitas vezes entram nesse mundo obscuro devido à falta de qualidade de vida, mas que se ajudados vão conseguir ter um futuro brilhante .

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Consumismo


Podemos achar as explicações de que precisamos muitas vezes em acontecimentos históricos e antigos, que deixam marcas presentes em nossa sociedade, nos dias atuais. Um dos fatos que deixou marcas em nossa sociedade foi a Revolução Industrial, pois com toda essa industrialização, o processo de fabricação se acelerou, algo que até então não era possível no período artesanal. A indústria trouxe consigo o desenvolvimento, num modelo de economia liberal, o que hoje leva ao consumismo desenfreado de produtos industrializados.
Esse consumo desvairado muitas vezes chega a ser uma doença, e pessoas compram coisas de que não necessitam, para lhes atender à vontade injustificada de comprar.
Algo que também influencia muitas pessoas são as propagandas e todos os tipos de publicidade existentes, pois acabam induzindo ao consumo desnecessário, sendo este um fruto do capitalismo.
Para se ter uma idéia, existem pessoas que não conseguem passear em um shopping sem sair de lá com pelo menos dez peças de roupas ou pares de calcados, mesmo não precisando de nada disso. Muitos desses bens materiais comprados pela mera ansiedade nem são utilizados, sendo jogados em um canto e esquecidos. Sem perceber, esses consumidores compulsivos acabam dando uma grande contribuição para a desigualdade social, pois mesmo comprando sem motivo e abusivamente, o indivíduo é reconhecido e valorizado pelo o que tem, pelo que consome, e não por ser uma verdadeira e íntegra, mesmo que seja de uma classe mais baixa.
O problema é que essas pessoas geralmente sofrem demais com essa situação, precisando na maioria dos casos de tratamento psicológico, pois só se sentem bem quando compram alguma coisa, ficando mais aliviadas dos problemas e das preocupações.
Estudos feitos por especialistas indicam que essa vontade perturbadora de gastar para se sentir superior é uma maneira viciosa, tendo as mesmas conseqüências que as drogas comuns, como a maconha, que destrói o cérebro de seus dependentes pouco a pouco.
Para se entender esse quadro de uma maneira mais fácil, consideremos o salário de um trabalhador, que na maioria dos casos é de um salário mínimo. Muitos desses trabalhadores gastam todo esse prezado dinheiro em produtos sem muita importância, deixando de lado coisas fundamentais, como pagar contas obrigatórias, por exemplo.
Nota-se que essa vontade devastadora de gastar acaba prejudicando a vida de um determinado indivíduo, pois este deixa de cumprir seus compromissos, como pagar contar e comprar sua própria comida, devido à vontade de gastar sem razão.
Essas pessoas sofrem por isso, mesmo sem perceber. Muitas delas se arruínam e chegam ao fundo do poço, até que elas próprias decidem mudar de vida, ou alguém mais próximo resolva levá-las a especialistas, para que se tratem. Mas geralmente são os familiares que percebem o problema brevemente e tomam atitudes rapidamente, para que essas pessoas voltem ao normal.
A ajuda de psicólogos ou psiquiatras possui um papel importante na recuperação dos consumistas, trazendo de volta a razão e a consciência a eles, fazendo com que se sintam melhores e bem mais aliviados, podendo viver uma vida normal, aprendendo a ter mais controle sobre seus bens e a sua vida econômica.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Felicidade


A felicidade é algo que sempre procuramos, muitas vezes involuntariamente, mas continuamos buscando incessantemente. Na verdade não sabemos onde procurar e nem se existe realmente, mas continuamos buscando-a, pois tudo o que nos faz bem queremos para sempre e em tudo o que fazemos.
Na verdade a felicidade nasce com todos e permanece por toda a vida, é só um simples toque e a conseguiremos para sempre ao nosso lado.
Por que muitos a procuram por anos, durante todo o tempo, mas sequer conseguem tê-la por um instante? Porque não são capazes de olhar a sua volta e observar tudo o que os rodeiam, não tendo a capacidade de enxergar o lado bom no que aparentemente está perdido.
Nunca vamos encontrar nossa paz interior se primeiramente não nos olharmos e não nos amarmos. Um dos primeiros passos a serem dados para que consigamos atingir o pleno patamar de estabilidade mental e seriedade é termos a total flexibilidade para enxergarmos as diversas características que até então não conseguíamos achar, e nos contentarmos com aquilo que vemos.
Não podemos também nos esquecer dos problemas, os eternos problemas. Eles estão sempre nos cercando, e de uma forma ou de outra mexem com a gente. É obvio que não somos obrigados a viver eternamente felizes, pois afinal somo feitos de carne e osso. Mas podemos concluir que todos que são felizes possuem problemas como todo mundo, mas conseguiram resolvê-los de maneira certa, impondo a felicidade acima de tudo.
Aposto que muitos de vocês acreditam que a felicidade só nos toma quando temos dinheiro para dar e vender, mas não é bem assim. A realidade é que quando se tem dinheiro demais, e só se vive em função daquilo, notamos que nossa vida se torna vazia e melancólica, pois podemos ter tudo aquilo o que o dinheiro pode comprar, mas não temos o que realmente estávamos tentando achar com toda a riqueza: o amor e a felicidade. Podemos concluir que sem tanto dinheiro, conseguiremos viver, pois teremos amigos, uma pessoa que nos ame e uma família. Mas a partir do momento que possuirmos só dinheiro, aprenderemos o que é viver só e infeliz. Conseguiremos entender que se soubermos administrar nosso dinheiro de maneira correta, nos tornaremos pessoas melhores e realizadas, porque entenderemos o valor dos nossos sentimentos, conseguindo assim ser felizes.
Pessoas felizes são extremamente conscientes, só levam a vida de uma maneira um pouco diferente, tendo uma visão contrária das demais pessoas sobre as coisas. Nós possuímos o dom de enxergar a vida sempre pelo lado bom, dificilmente crendo no pior.
Tentem pelo menos uma vez fazer isso. Se isolem um pouco do mundo e reflitam sobre o problema ou a situação complicada na qual se encontram. Não comecem nunca pensando no lado pior, no que pode acontecer a você se não conseguir resolver aquela determinada circunstância. Imagine quais as possíveis possibilidades, que não são poucas, para que consiga sair desse beco, que até então parecia sem saída. Tenho certeza de que depois de alguns minutos ou horas você estará mais seguro, otimista, crente de que aquela tempestade logo passará, e conseguirá sentir um leve sorriso aparecer em seus lábios.
Não podemos nos esquecer de se apegar a Deus, ou a algo em que acredita, o que lhe trará muita segurança sobre seus atos. Perceba que a cada pequena oração seu corpo e sua mente parecem receber pequenos recados, que inconscientemente acabam fazendo-nos tomar decisões certas, nos certificando cada vez mais que uma força maior domina nossas vidas e nos dá a capacidade para que, sozinhos, consigamos mudar nossas histórias, sempre para melhor, se quisermos e lutarmos para isso.

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

Rituais X ciências


Desde os primórdios da civilização, os povos e as nações costumam acreditar em lendas, rituais ou crenças. Podemos associar essa forma de pensar à época em que viviam, onde não havia resposta para todas as perguntas, devido à falta de conhecimento e tecnologia. Por esta razão, filósofos e pensadores costumavam criar crendices e lendas, dando, assim, uma resposta mitológica as perguntas até então não desvendadas.
Com o tempo, o homem foi descobrindo e estudando cada vez mais, conseguindo dar as explicações para a maioria dessas perguntas. Mas as respostas dadas pelos cientistas se diferenciam muito da dos filósofos, pois uma se baseia no estudo, na comprovação, já a outra se baseia na imaginação e no surrealismo.
De um lado a ciência traz cada vez mais soluções práticas, de efeito comprovado, algo que de certa forma meche com as pessoas, que não sabem se devem acreditar na ciência ou nos mitos, algo que cada um escolhe se deve acreditar ou não.
Os mitos possuem a função de acomodar e tranqüilizar o homem, que vive num mundo inseguro, assustador e muitas vezes hostil. Dá-lhe também confiança de que, por meio das ações mágicas e da adoração de certos deuses, o mundo natural irá ter equilíbrio e irá auxiliá-lo. A principal função do mito e dos rituais não é explicar a realidade, mas acomodar o homem do mundo.
Diferente dos mitos, a ciência procura responder a estas questões, de uma forma comprovada e com fundamentos baseados em cálculos e estudos.
Podemos notar que principalmente as pessoas de idade avançada se apegam mais as crenças, cumprindo à risca suas rezas, como, por exemplo, acender uma vela benzida em das de temporal, acreditando que a chuva cessará ou diminuirá.
Já no caso da ciência, os pesquisadores trabalham na construção de produtos e aparelhos que facilitem a vida humana, como, por exemplo, os pára-raios, utilizados para a proteção de edifícios bem altos.
Pessoas que possuem fé, e crêem em superstições, acreditam que acender uma vela benzida fará com que a chuva cesse, e não seja tão devastadora.
Tratando-se de crenças podemos citar os índios, um povo muito supersticioso, e que utiliza as rezas e crendices para diversas coisas, como um melhor aproveitamento de suas lavouras, cantando uma música própria para o momento, e rodando em volta da plantação, acreditando que após isso a colheita será muito mais farta.
Na verdade, não podemos comprovar se esses rituais são realmente eficazes, mas devemos respeitar a individualidade de cada um, pois mesmo que a ciência prove o contrário, as crendices não devem ser deixadas de lado, pois fortalecem a fé e a alma do indivíduo.
Também não podemos deixar de lado a ciência, que se tornou muito importante para o desenvolvimento das nações, pois com a produção de seus modelos úteis, podemos fazer predições exatas e precisas de certos fatos e situações.
Discutir sobre isso se torna um pouco complicado, mas mesmo a ciência nos comprovando e esclarecendo nossas dúvidas de uma forma subjetiva, não é necessariamente preciso deixar de lado os mitos e as lendas. De um lado, a razão, e do outro, o mundo surreal, algo que alimenta nossos sonhos e nossas fantasias, nos tornando de certa forma pessoas melhores e mais felizes.